Na margem da Colina, ao pé do desfiladeiro,
todos arqueiros seguem o roteiro,
e a chuva de pontas caem do céu
sobre nossos escudos, sobre o estandarte fiel.
Num campo de morte cada homem é herói
de seu próprio templo, que a memória corrói.
Quem se lembrará da morte com valor
do homem que fez a guerra seu amor?
Entre amigos, companheiros,
nobres, guerreiros,
soldados, trapaceiros,
todos são, da vida passageiros.
E o que dá nossa bandeira em retribuição,
aos homens a elá que deram além do coração?
Tudo o que vejo é o sangue escorrendo no chão,
e o céu pintado numa vermelhidão.
O tempo se estende com tanta violência
que agora parece absurdo, grande incoerência.
Se bem que cada homem se acha infinito
quando chega ao fim, fazendo o que considera mais bonito.
E seus verdadeiros amigos vão cantar,
à sua vitória vão celebrar.
Pois os que persistem em grandes feitos,
esses parecem os verdadeiros Eleitos.
Segunda-feira, Janeiro 30
Quarta-feira, Janeiro 25
Mundo
"Eu vi todas as coisas do mundo."
"E como sabe que não tem outras?"
"Eu não as vi."
Identidade
Comprei dois laços
para falar quem sou.
Já tenho orgulho
Dizem, repetem "não olhe pra trás"
"Eu nunca olhei".
Nada parece o mesmo que pareceu.
A torre alta
ficou tão baixa
eu entro sem falar olá.
Meio inconsistente
mas já com falas
eu não consigo me calar.
Sinto as amarras.
É tão confortável,
já nem preciso me mover.
E se eu procuro aquele outro mundo,
eu não o vejo. Nunca existiu.
Cadê o caminho que leva ao Certo?
É tudo meu:
idiotas, fanfarrões, preguiçosos, egoístas, depravados, arrogantes, bêbados, imbecis,
não conseguem entender o que é bom?
Quando vão deixar de fazer coisas inúteis
e cuidar dos meus dois laços?
para falar quem sou.
Já tenho orgulho
Dizem, repetem "não olhe pra trás"
"Eu nunca olhei".
Nada parece o mesmo que pareceu.
A torre alta
ficou tão baixa
eu entro sem falar olá.
Meio inconsistente
mas já com falas
eu não consigo me calar.
Sinto as amarras.
É tão confortável,
já nem preciso me mover.
E se eu procuro aquele outro mundo,
eu não o vejo. Nunca existiu.
Cadê o caminho que leva ao Certo?
É tudo meu:
idiotas, fanfarrões, preguiçosos, egoístas, depravados, arrogantes, bêbados, imbecis,
não conseguem entender o que é bom?
Quando vão deixar de fazer coisas inúteis
e cuidar dos meus dois laços?
Comentaram para uma amiga minha "Quantos blogs!" ao que ela respondeu (mais ou menos assim): " É a necessidade de guardar tudo em caixinhas.".
E, isso me fez pensar que as coisas estavam bagunçadas por aqui. E empoeiradas.
Mas o que eu quero mesmo, agora, é uma caixinha pra guardar (e compartilhar) as coisas que escrevo: meus contos, meus poemas, minha cronicas e também aqueles textos que seria injusto colocar em alguma categoria. Ah! E quem sabe alguma música, qualquer hora, por que não?
E quanto à poeira eu penso que não é bom deixar nossa caixinha mais preciosa se desgastar: a criatividade. E qual melhor maneira de manter ela em forma se não a exercitando?
De resto (e por enquanto), espero que apreciem forma e conteúdo ( e que tenha sentido pra vocês).
Quinta-feira, Outubro 27
Andei até uma cidade calma.
Nela as pessoas não tinham nome.
E quando eu perguntei o motivo,
não puderam me responder.
Certos nomes são histórias,
certos nomes são funções,
certos nomes são atividades,
certos nomes são designação.
Mas nenhum nome consegue
representar uma pessoa.
Parte II
Sem diferenciar cada um dos habitantes,
eles vão vivendo sua vida una.
Mas ao longo de uma semana, minha energia foi esmaecendo.
Foi carregada pelo fluxo da monotomia.
Nada de criar.
Nada de diferenciar.
Como pode uma vida assim se suportar (sustentar)?
Sexta-feira, Julho 29
Labirinto de Destino
Continuo caminhando pelos labirintos de cerca viva.
Ela disse: "O mesmo caminho não precisa levar ao mesmo lugar."
Sua voz doce é sincera e o perfume de cerejeiras preenchem o ar.
Ando no labirinto sem saber onde estou indo,
mas não me sinto perdido.
O problema é que nem sempre se chega onde quer chegar.
O problema é que nem sempre se chega quando quer chegar.
Não tem placas. Ou havia, mas elas sumiram.
Ou eu não as vejo.
No Labirinto de Destino, as coisas são simples, mas tão complicadas.

Obrigado, Neil Gaiman, pela belíssima obra que é Sandman.
Ela disse: "O mesmo caminho não precisa levar ao mesmo lugar."
Sua voz doce é sincera e o perfume de cerejeiras preenchem o ar.
Ando no labirinto sem saber onde estou indo,
mas não me sinto perdido.
O problema é que nem sempre se chega onde quer chegar.
O problema é que nem sempre se chega quando quer chegar.
Não tem placas. Ou havia, mas elas sumiram.
Ou eu não as vejo.
No Labirinto de Destino, as coisas são simples, mas tão complicadas.

Obrigado, Neil Gaiman, pela belíssima obra que é Sandman.
Quinta-feira, Julho 28
Quem tem medo do escuro?
O que eu vejo nesse dia nublado, cinzento?
Você não sabe mas tem um lugar chamado "paz"
hoje eu quero ficar lá.
E tentar olhar através das nuvens.
Era você quem tinha medo de ficar sozinha no escuro.
Agora, eu torço pras luzes não se apagarem e para as vozes não cessarem.
Pra minha garrafa não esvaziar, pro meu copo encher.
Quem tem medo do escuro?
Abraços são ilusões.
Lapsos de luz ao redor da floresta fechada.
E nos braços agente se perde, se não tiver um bom mapa.
Quem tem medo do escuro?
Já perdi o caminho de casa.
Da minha e da sua.
Nem o balsamo mais raro cura minha dor.
Quem tinha mesmo medo do escuro?
Você não sabe mas tem um lugar chamado "paz"
hoje eu quero ficar lá.
E tentar olhar através das nuvens.
Era você quem tinha medo de ficar sozinha no escuro.
Agora, eu torço pras luzes não se apagarem e para as vozes não cessarem.
Pra minha garrafa não esvaziar, pro meu copo encher.
Quem tem medo do escuro?
Abraços são ilusões.
Lapsos de luz ao redor da floresta fechada.
E nos braços agente se perde, se não tiver um bom mapa.
Quem tem medo do escuro?
Já perdi o caminho de casa.
Da minha e da sua.
Nem o balsamo mais raro cura minha dor.
Quem tinha mesmo medo do escuro?
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